Entre outubro de 2023 e outubro de 2024, o Índice de Preparação de Competências Globais da AFS para Escolas e Instituições – ICG – foi promovido ativamente em instituições educacionais de 15 países da América Latina.

Este índice convida docentes e equipes administrativas da educação básica, média e superior a refletirem sobre o quão preparada está sua instituição para ajudar os estudantes a desenvolver competências globais. Ao responder o questionário de autoavaliação, os participantes podem identificar pontos fortes e fracos em suas práticas educativas relacionadas ao ensino de habilidades globais na sala de aula.

O índice examina 12 elementos chave que promovem competências globais, fornecendo um perfil de preparação institucional e recomendações específicas ao ser concluído. Com esses resultados, as instituições podem adotar estratégias de melhoria tanto em sala de aula quanto em nível institucional, facilitando oportunidades para o desenvolvimento de Competências Globais.

Saiba mais sobre o Índice

1699 docentes entrevistados

Entre 2023 e 2024, coletamos os questionários de autorreflexão de professores, coordenadores e diretores de instituições educacionais de 19 países ao redor do mundo.

Perfiles de preparación

1. Comenzando

Começando

57.92%

Instituições que estão começando a explorar e entender o papel da educação na preparação dos estudantes para viverem em um mundo global.

2. Desarrollando

Desenvolvendo

28.61%

Instituições que começaram a implementar algumas iniciativas voltadas para a educação global por competências.

3. Avanzando

Avançando

10.01%

Instituições que estão desenvolvendo várias iniciativas para construir competências globais em seus estudantes em alguns aspectos da vida escolar.

4. Liderando

Liderando

3.47%

Instituições que possuem práticas e sistemas estabelecidos para promover a competência global em seus estudantes em todos os aspectos da vida escolar.

A diversidade na política institucional: um pilar fundamental

Incluir temas que abordem a diversidade de maneira transversal é cada vez mais reconhecido como um elemento chave nas estratégias institucionais.

34%

das organizações declararam que a diversidade faz parte essencial de sua política e estratégia institucional e

54%

afirmam que é um aspecto muito importante para sua missão e visão, a ser implementado a curto prazo.

Esses números refletem o crescente compromisso com a inclusão e a equidade, elementos que estão fazendo a diferença no desenvolvimento e sucesso das instituições globalmente. O que podemos fazer com os 2% que consideram a diversidade pouco relevante?

Ouvimos as vozes de todas as instituições

Nossa pesquisa foi um reflexo da pluralidade institucional, com uma participação destacada de 67% de instituições públicas, 30,3% de privadas, e o restante pertencente a instituições mistas ou de outra tipologia.

Isso demonstra que o interesse pela diversidade e inclusão atravessa todos os tipos de organizações, independentemente de sua natureza, abrindo espaço para que todas as vozes sejam ouvidas e todas as realidades representadas. Obrigado por fazer parte deste enriquecedor exercício de reflexão!

Estão preparando os currículos para o futuro global?

65%

das instituições entrevistadas já integraram componentes de desenvolvimento de Competências Globais em seus currículos escolares, garantindo que seus estudantes estejam melhor preparados para enfrentar os desafios do mundo globalizado.

Além disso, 24% planejam incluir essas competências em seus programas no futuro próximo, refletindo uma tendência crescente para a educação voltada à preparação global.

O mundo está mudando e as instituições educacionais estão se adaptando para formar os líderes do amanhã!

Como os educadores abordam os temas globais em sala de aula?

60%

afirma que essas oportunidades são oferecidas de forma ocasional, demonstrando que, embora o interesse pelos temas globais seja evidente, ainda há espaço para integrar mais essas discussões de forma constante nas aulas.

E a melhor notícia é que…

36%

dos educadores afirma que oferece oportunidades regularmente para que os estudantes discutam e formem opiniões sobre os temas atuais, criando um espaço para reflexão sobre os grandes desafios do mundo.

O futuro da educação está cada vez mais conectado com os problemas e realidades globais!

As oportunidades para discutir e formar opiniões sobre temas globais são fundamentais, pois ajudam os estudantes a desenvolver uma compreensão mais profunda e crítica do mundo ao seu redor. Essas conversas não só promovem o pensamento crítico, mas também incentivam o aprendizado ativo e o engajamento com os problemas sociais, políticos e ambientais que afetam a humanidade.

Além disso, elas permitem que os estudantes ampliem suas perspectivas, se tornem cidadãos globais responsáveis e adquiram habilidades essenciais para se adaptar a um mundo interconectado e em constante mudança.

Programas de intercâmbio nas Instituições Educacionais

62%

das instituições nunca receberam um estudante internacional, limitando as oportunidades de intercâmbio cultural em sala de aula.

70%

dos estudantes não tiveram a oportunidade de participar em programas de estudos no exterior, restringindo seu acesso a experiências globais.

Youth Assembly 2024

Vamos falar sobre os educadores

O papel do docente na preparação dos estudantes para serem globalmente competentes no século XXI é fundamental. Os educadores devem fomentar habilidades como o pensamento crítico, a empatia em relação a outras culturas e a capacidade de resolver problemas globais. Além disso, é crucial que os estudantes aprendam a usar a tecnologia de forma ética e eficaz para interagir em um mundo digitalizado. Ao fazer isso, os docentes não apenas ensinam conteúdos, mas também formam cidadãos responsáveis e conscientes, preparados para enfrentar os desafios globais do futuro.

Mas como os docentes se preparam para isso? Como desenvolvem suas competências globais? Como entendem o mundo ‘glocal’?

O caminho a percorrer: programas internacionais para educadores

83%

das instituições ainda não participaram de programas de intercâmbio para educadores, o que limita as oportunidades para que os docentes trabalhem no exterior ou acolham educadores internacionais em suas comunidades acadêmicas.

3%

somente, teve a oportunidade de participar no envio ou hospedagem de educadores em programas internacionais.

Essa realidade mostra um grande potencial inexplorado para enriquecer a experiência educacional, fortalecer o aprendizado intercultural e expandir as perspectivas dos educadores a nível global.

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Desenvolvimento profissional em Competências Globais: um desafio atual para as instituições educacionais

42%

das instituições ainda não oferecem oportunidades de formação para seus docentes em competências globais, o que reflete uma falta de preparação para enfrentar os desafios de um mundo interconectado.

Além disso, 20% das instituições ofereceram menos de três oportunidades de formação intercultural nos últimos cinco anos. Esses dados evidenciam a necessidade urgente de investir no desenvolvimento profissional dos educadores para fortalecer sua capacidade de ensinar e guiar os estudantes em um contexto global.

Saiba mais sobre nossos programas de formação docente

Algumas perguntas e reflexões...

Ensinar competências globais é essencial para preparar os estudantes para um mundo cada vez mais interconectado e diverso. Essas habilidades permitem que compreendam e respeitem diferentes perspectivas culturais, se comuniquem de forma eficaz em contextos diversos e enfrentem desafios globais como mudanças climáticas, desigualdades sociais e conflitos internacionais.

Além disso, promovem empatia, pensamento crítico e trabalho em equipe com pessoas de diferentes origens, competências indispensáveis em ambientes globais. Ao formar cidadãos globais, as instituições contribuem para sociedades mais inclusivas e sustentáveis.

Como a AFS prepara para a Cidadania Global Ativa?

As instituições que completaram o Índice de Preparação de Competências Globais receberam um perfil personalizado que reflete seu nível de prontidão para desenvolver essas habilidades nos alunos. Esse perfil inclui recursos práticos, ferramentas e boas práticas projetadas para fortalecer o ensino de competências globais dentro e fora da sala de aula, ampliando o impacto em toda a comunidade educativa.

Com esses resultados, as instituições podem integrar recomendações nos programas educacionais de forma transversal, utilizando estratégias como projetos interdisciplinares, temas globais no currículo e experiências interculturais.